Dicas de Domingo, 3ª edição

Eish, nem acredito que já é Setembro! Por acaso nem é a aproximação da corrida que me faz temer (decidi só fazer a Mini por razões que posso vir a explicar), mas sim a entrega da minha tese!

Esta semana, tal como planeado, corri mais de 10km (e ainda falta a corrida de hoje), foi uma boa semana running-wise.

Hoje gostava de deixar como sugestão alguns blogs e artigos sobre corrida que tenho lido e onde às vezes encontro muito boa informação e uma grande dose de motivação por haver por aí outros corredores blogueiros a relatar as suas aventuras. De entre os que sigo:

Will Run For Glitter – as venturas e desventuras (e, infelizmente, lesões) duma corredora viciada desde há uns anos atrás que corre praticamente todos os dias. De momento encontra-se a recuperar duma lesão e é com muito esforço que resiste a ir correr.

Música para correr mais longe – artigo da Lifestyle do Público (Ganço, aquele post não está esquecido!).

Stride and Joy – o subtítulo do Blog “An Aussie in Boston learns to run. And tries not to fall down.” descreve bem o blog, se bem que eu diria que a autora já está muito bem encaminhada, já tendo feito pelo menos uma Meia-Maratona e tudo.

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Nascemos para correr?

Olá a todos!

Enquanto procurava artigos sobre o calçado minimalista, descobri que desde o lançamento do best-seller “Born to run: hidden tribe superathletes and the greatest race the world has never seen” de Christopher McDougall, este calçado entrou na moda. Viram bem o nome do livro? Chamou-vos a atenção? A mim chamou, e muito! Eis um pouco do que descobri sobre este povo.

Nas montanhas de Copper Canyon no México vive uma tribo que escapou à invasão espanhola durante o séc. XVI. Eles sobrevivem cultivando a terra, criam cabritos e ovelhas e vivem nos abrigos que a mãe natureza lhes proporciona. São conhecidos por Tarahumara ou Rarámuri, aqueles que correm e fazem jus ao nome correndo 12 maratonas em 2 dias!! E não o fazem em estradas com pouca inclinação, mas sim em descidas e subidas pela montanha.

Como é possível?? Parece ser um mistério, mas há algumas pistas neste video. Nele também são explicados alguns costumes dos Rarámuri que não resisti a investigar.

Olhei de relance algumas páginas disponíveis na Amazon do livro “Born to Run” e fiquei impressionado com o estilo de vida desta tribo. Não têm dinheiro, toda a economia é baseada em trocas de bens e quando estes faltam, partilham. Quando recebem “kórima” (caridade) não agradecem, mas ficam moralmente obrigados a distribuir o que têm pelos outros. São descritos por historiadores como os homens que caçam veados com as próprias mãos, com uma força extraordinária e capacidade atlética extrema. Como marca profunda das suas crenças Christopher McDougall descreve uma sinceridade tão antiga e ancestral que os cérebros destas pessoas passaram a ser incapazes de formar mentiras.

Além de parecerem os mais generosos e felizes, ainda são os mais duros, resistentes natos à dor e ao cansaço. Antes de uma prova tão louca que envolve correr 12 maratonas é de esperar uma alimentação rica e muito descanso. Mas não. Antes de cada prova fazem uma grande festa noite dentro em que bebem tequilla fervida em pele de cascavel, cerveja de milho e vêem mulheres entrar em duelos numa espécie de wrestling em que arrancam o top da adversária enquanto são espicaçadas por um velhote com uma espiga de milho. Depois adormecem de tanto beber, acordam e largam-se a correr, só parando 2 dias depois.

Podem ver aqui um artigo da National Geographic sobre este povo, com uma visão menos romancista que o livro, em que se explica como é incerta a sobrevivência deste modo de vida à modernidade.

Deixo-vos por fim um video TED do escritor do livro, aí podem perceber as motivações que o levaram a investigar os Rarámuri e uma hipótese para a pergunta do titulo do post.

Malta, vou abrir uma loja de sapatilhas Tarahumara! Podem escolher entre 3 marcas: Michelin, Goodyear e Continental. Gostava mesmo de experimentar umas destas.

É preciso aprender a correr?

O New York Times apresenta hoje um artigo sobre um estudo feito sobre a evolução da eficiência da corrida (quantidade de oxigénio necessária para correr a determinada velocidade) ao longo do tempo. O estudo foi feito com um grupo de mulheres que foram introduzidas à corrida pela primeira vez. Antes e após 10 semanas de treinos, a forma como estas mulheres corriam, o ritmo cardíaco e outros parâmetros foram avaliados.

A conclusão é que simplesmente com a experiência as pessoas tendem a modificar e optimizar a sua passada e a tornar-se mais económicas em termos de oxigénio. No caso deste grupo de estudo, a capacidade de utilização de oxigénio aumentou 8.5%.

Para ler aqui.

Behind the scenes

No outro dia decidi levar o telemovel comigo (coisa que raramente acontece, o normal é ser só eu e o meu Shuffle), e filmar um pouco a zona por onde costumo correr. Quando cheguei a casa é que vi a fraca qualidade dos vídeos, mas mesmo assim decidi partilhar. O resultado foi este:

Sick of it!

O titulo desde post pode confundir o leitor! O que queria falar é de treinos quando se está doente.

Quando se vive numa cidade grande, se usa transportes públicos e se tem pouco cuidado (como eu) com contactos com virus, eventualmente somos atacados pelo infortúnio da doença.

Uma vez que faço exercício fisico regularmente e tenho cuidado com a alimentação gosto de pensar que evitei muitas doenças até agora. Não sei até que ponto isso é de facto verdade mas acho que é um pensamento positivo 🙂

Esta semana sentia-me bastante em baixo com dores corporais e febre. Fui ao médico e ele disse que o que eu tinha era uma “virose de verão” e receitou-me descanso, muita água e específicamente para NÃO fazer exercício físico.

Ora tendo a prova daqui a um mês ouvir isto deixou-me desanimado. De facto diversas vezes pensei: “Screw it! Se tenho uma prova tenho de treinar faça chuva ou faça sol!” Mas no fim acabei por decidir seguir o conselho do médico.

Long story short, já me sinto quase bom e com vontade duplicada de treinar para compensar a semana que estive parado!

 

O que acham? Quando se sentem um bocado mais em baixo param os exercícios? Sentem remorsos como eu senti quando não fiz exercício físico?

Peace out

ike

 

P.S. A little eye candy for the ladies and gays in the picture above =P

Dicas de Domingo, 2ª edição

Olá! Bem-vindos de volta à segunda edição das DD! Estou orgulhosa por ter aguentado isto por DOIS Domingos consecutivos! O compromisso…

Esta semana as dicas têm a ver com Motivação. O que vos leva a correr? O meu motivo é explicado na imagem… Não, estou a brincar, não é só isso, também gosto de salgadinhos, Coca-Cola, e outras delícias! 😛

As dicas de hoje:

  1. No final de cada semana, ou no início de cada semana, planear qual a distância que se quer correr naquela semana. Trata-se do valor cumulativo, ou seja, se no início da semana nos desleixamos-nos, lá para o final as corridas têm de ser bem mais longas.
  2. Imprimir um calendário e fazer uma cruz bem grande em cima de cada dia em que se vai correr. Deixá-lo num local bem visível onde se possa apreciar as cruzinhas já lá feitas e ganhar motivação para continuar. Se fôr o caso, até se pode seguir o segredo da “Corrente de Seinfield”: http://lifehacker.com/281626/jerry-seinfelds-productivity-secret
  3. Guardar todo o equipamento necessário para ir correr no mesmo sítio, de forma a ser fácil pegar em tudo, vestir e sair de casa. Inicialmente tinha tudo numa gaveta, agora decidi pendurar tudo no mesmo cabide do armário. Itens a não esquecer:
  • T-shirt lavada
  • Calções
  • Meias de desporto
  • Protector solar (se estiver perto do equipamento não se esquece de pôr!)
  • Óculos de sol
  • Braçadeira para pôr o telemóvel (?)
  • Relógio (?)
  • Phones (?)
  • Ipod
  • Garrafa de água (?)
  • Fita/elástico de cabelo (?)

Dicas de Domingo

Olá! Esta é a nova rúbrica Dicas de Domingo (DD). Vamos lá ver quantos Domingos dura! 😉

Este Domingo trago 3 dicas para o planeamento das vossas corridas. São estratégias que eu uso e acho que dão jeito.

 

1. Conhecer bem um circuito, perto de casa, cujo comprimento conheçam. Isto serve para aqueles dias em que não apetece ir correr, se tem pouco tempo, ou não se está com vontade de contar quilómetros (ou de levar um GPS que os conte). Ter um circuito bem conhecido que se percorre frequentemente pode ser motivador: poupa o trabalho mental de planear o trajecto e de fazer contas às distâncias, e ainda se pode comparar os nossos próprios tempos com as corridas anteriores naquele percurso. Mas este circuito não é para todas as corridas! É o backup especial para aqueles dias… especiais.

Cada volta do meu circuito especial tem cerca de 1km, o que facilita bastante a contagem dos quilómetros feitos

 

2. Reservar um troço especialmente fácil para o fim, de preferência a descer, e não planear a corrida a contar com essa distância. No fim vão sentir-se uns campeões por causa daqueles 500m adicionais. E uns heróis por terem aumentado um pouco a velocidade média da corrida.

Ontem saí de casa com o objectivo mínimo de correr 3km, mas depois de percorrer 3 vezes o tal circuito especial, decidi ir até Belém e acabei por fazer uma 5k! It’s lame, I know…

 

3. No caso de não se levar água, então é importante conhecer a localização de bicas de água e planear a corrida de forma a passar por elas regularmente.

E por falar em água, há umas garrafas de água muito levezinhas próprias para levar nas corridas. Alguém tem uma? Qual é a vossa opinião sobre as ditas?

Não percam as próximas Dicas de Domingo, que essas sim, serão mesmo úteis! Até lá, boa semana!

Têm mais dicas? Não concordam com nenhuma destas? Espero os vossos comentários e os vossos posts! 🙂